16.8.11

Olhar apenas para nosso próprio umbigo nos deixa míopes. Olhe para os outros, mais e menos próximos, e sua visão humana continuará aguçada.
Pense em ajudar alguém. Não apenas pense. Faça. Seus problemas desaparecerão como por encanto. Como bônus, você recebe créditos em bondade para a sua vida (acredito realmente nisto).

A morte não existe.
O que existe é apenas uma distância maior entre nós e aqueles que amamos.
E uma espera sem tempo marcado (até onde saibamos) pelo reencontro.

5.7.11

Meu irmão reconciliou-se com sua namorada, que o havia deixado dois anos atrás e, agora, voltou para casa.
Meu sobrinho, filho do meu irmão com outra mulher, já estava instalado, tendo vindo compartilhar o teto e a vida com seu pai, mais ou menos um mês atrás.
Com isso, agora meu irmão, que estava morando sozinho e sofrendo de solidão, está com uma família completa: ele, seu filho e sua namorada.
Detalhe:
Meu irmão perdeu sua mãe um ano atrás.
Meu sobrinho perdeu a mãe dele três meses depois que meu irmão perdeu nossa mãe.
E a namorada do meu irmão perdeu a mãe dela quatro meses após a morte da mãe do meu irmão.
Três pessoas que perderam suas mães no mesmo ano.
Três pessoas que se amam.
Juntas.
Life goes on.
Que bom.

17.6.11

Diário de uma mulher comum - XVII

Ontem à noite, por um breve momento, talvez 10 segundos ou nem isso, eu tive a certeza de que o olhar da minha mãe estava sobre mim.
De repente, sem mais nem menos, no meio de preparativos para ir dormir e outras rotinas automáticas, minha mente (ou coração?) foi invadida por uma só sensação, impossível de descrever em palavras, mas foi como se uma enchente de amor pairasse sobre mim, e assim, subitamente, me vieram lágrimas aos olhos e falei, reconhecendo aquela sensação: "Eu sou muito amada".
Desculpem-me, cínicos de plantão, descrentes ou aqueles que acham que a vida é só rarará, risinhos e besteirol e que tocar nesses assuntos é "coisa de louco".
Preciso avisar que, embora eu não goste de tocar muito neste assunto para não sofrer preconceito, eu sou sensitiva desde que me entendo por gente e, de vez em quando, preciso confiar na minha intuição e mediunidade.
Exatamente por já ter tido ("sofrido"?) incontáveis experiências e por usar minhas "antenas" todos os dias, para as mínimas coisas, sei diferenciar uma ilusão de uma sensação real de contato.
Logo depois que minha mãe faleceu, eu senti diversas vezes, durante uns três dias, alguém passando a mão por minhas costas devagar, como quem consola. Uma ajuda amiga, que me fazia correr minha própria mão por minhas costas ao sentir isso, até onde meu braço permitisse, para ver se não havia uma etiqueta de roupa, um fio de cabelo, um inseto, algo assim, causando a sensação de toque consolador.
Eu já não choro mais todos os dias. Mesmo porque eu preciso é viver e cuidar de mim - e mesmo porque eu evito recordar, porque isso traz muito sofrimento.
E então, quando estou vivendo normalmente, me sinto amada intensamente, por breves instantes.
Assim como veio, passou.
Mas o sono foi embora, o choro veio de novo e no meio da noite, quando eu já caía no sono, fui despertada por um forte cheiro de injeção, de remédio, quando não há a menor possibilidade de existir tal odor na minha casa inteira, menos ainda no meu quarto.
Assim, levantei, acendi a luz, ainda procurei a origem do cheiro, não encontrei e, finalmente, falei para mim mesma: "Let it be".
Deitei-me novamente com a TV ligada baixinho, acomodei-me na minha posição de dormir só escutando a TV (porque fica para o lado contrário daquele em que durmo) e em menos de cinco minutos já estava apagada.
Dormi menos que em muitas noites e acordei sem despertador às cinco e meia. Totalmente repousada.
Obrigada, anjos e amigos do outro lado.
E ao carinho de mãe, que nunca abandona os filhos.

16.6.11

Sarah Bareilles, "Gravity"



Este é o tipo de música que me faz querer me apaixonar novamente. E, mesmo sem estar apaixonada, é "como se", ao escutá-la. Inspiradora.

15.6.11

Três semanas de vida, dentinhos quase nascendo



Essa coisinha fofa é um dos cinco lindos siameses que minha Nyx teve.
Ela estava com seis para sete meses, eu planejava castrá-la dali a alguns dias, quando entrou no cio pela primeira vez e passou a noite fora. Na manhã seguinte, quando eu, desesperada, peguei a bicicleta para procurá-la pelo bairro, assim que saí pelo portão ela cruzou a rua a toda velocidade, com um belíssimo siamês em seu encalço. Ela entrou em casa, o siamês voltou para o seu canto.

Resumo da ópera: minha Nyx entrou no cio e conseguiu encontrar logo um siamês, que lhe deu cinco lindíssimos e saudáveis filhotinhos.

Minha vontade é ficar com todos eles, mas obviamente, não pretendo virar aquelas loucas que têm 10 gatos em casa (embora o pátio seja grande e eu pudesse tê-los). Já estão todos dados, menos um, que minha filha escolheu. Mas minha paixão é esse aí da foto, um machinho que sempre que me vê já vem correndinho para o meu lado.

Um motivo adicional para não ficar com todos: já tenho a Nyx, o Kinim e a Lana...Agora a Nyx vai entrar na castração, como o Kinim e a Lana. Por mais belos que sejam os filhotes, a cada parto eu tenho de lavar e lavar e lavar cobertores... (a Nyx é caprichosa, e eu também).

Minhas coisinhas mais fofas (literalmente)

7:15h, bom dia em Eldorado do Sul

23.5.11

Para que servem as tias?

Para nos dar amor infinito quando perdemos a mãe.
Eu não conhecia a beleza desse tipo de amor, até minha mãe cruzar para o outro lado.
Coisas fofas.

21.5.11

... A gente faz bem em escolher com que vai se magoar, porque se não escolher, fica difícil viver.
Foto: uma calçada na Jerônimo de Ornellas, Porto Alegre. Crédito: Dayse Batista
Uma coisa injusta (não só comigo, como com qualquer pessoa): alguém interpretar - incorretamente - o que escrevo e, quando eu explico o que escrevi, a pessoa magoar-se.

Então, o desejo parece ser apenas o de fazer valer sua opinião.

Triste, isso.

20.5.11

Sabe de uma coisa, mamãe...
O único jeito de eu não me destruir de saudade é anulando todos os pensamentos que me remetam a ti.
E anular os pensamentos, fugir do teu rosto na minha memória,fechar meus ouvidos para a recordação da tua voz, é como cavar um gigantesco buraco na minha vida, onde sempre estiveste.
E assim, eu me cubro com um cobertor esfarrapado de migalhas de realidade, de rotinas que não fazem mais sentido, porque tu não estás mais aqui.
Quantas vezes terei de repetir a mim mesma que não estás mais aqui, até me convencer?
Sabe de uma coisa, mamãe...
Cada vez menos eu me permito chorar, porque se começo eu não paro mais.
O mundo, sem ti, ainda é um lugar muitíssimo menos amigo, menos suave e para sempre menos generoso comigo.
Hoje eu sei que saudade, em seu sentido extremo, só pode ser sentida por quem perdeu alguém como tu, essencial para a vida.
Essencial, quase como se, sem ti, eu não a tivesse mais.

11.5.11

HERE I AM (Shawn McDonald)

Se existe uma música que me faz sentir vontade de me rasgar toda, berrar, de abrir alma e coração, me atirar de cabeça numa paixão, esquecer barreiras, distâncias, medos e o universo inteiro, é esta.
Dá vontade de nem sei... ("ando tão à flor da pele, que qualquer beijo de novela me faz chorar..", mas isso já é outra música, igualmente bela)...
Esta música abre uma porta em mim que em geral está fechada. É um convite irresistível.

O Shawn McDonald tem uma voz maravilhosa, e sua interpretação nesta música é uma das coisas mais agitadoras de coração que conheço.



6.5.11

Piada do dia:

Em uma revisão de medicina, texto sobre análises laboratoriais, o engraçadinho traduz "draw order" por "ordem de sorteio"...


E são 14.000 palavras com uma média de 40% de correções... para uma agência para a qual me orgulho de trabalhar (Burg, de Chicago, fundada em 1930) e que só tem excelentes profissionais.

Queria saber de onde tiraram essa anta, desta vez.

Ainda bem que antas não sobrevivem... pelo menos não sobrevivem ao primeiro trabalho em uma mesma agência. O lado ruim é que logo pegam mais trabalho para uma nova agência, e vão pulando, enganando e ganhando seu dinheirinho. E se dizendo tradutores.

Estou no meu momento de raivinha. Desculpem.