29.6.08
Dolce & Gabbana
Um dos meus perfumes preferidos, num comercial para a versão masculina (a melhor parte é o "Oh dirty, dirty boy!!!") :-)
Amor Maior que a Dor (Precisamos Falar sobre o Kevin)
Às 3 horas da madrugada de hoje eu estava chorando, ao terminar de ler "Precisamos Falar sobre o Kevin", de Lionel Schriver (editora Intrínseca, tradução competente de Beth Vieira e Vera Ribeiro).Comprei o livro com segundas intenções, para dá-lo à minha mãe e, depois tomá-lo emprestado para ler com calma.
O livro é uma série de cartas que Eva escreve ao marido ausente, Frank, de 8 de novembro de 2000 a 8 de abril de 2001, e nesse período de cinco meses ela disseca toda a sua vida desde o momento em que ela e Frank, então bem sucedidos profissionais, livres, ricos e inteligentes, debatem se deveriam ou não ter um filho.
O filho em questão, Kevin, acaba por assassinar, dois dias antes de completar 16 anos, nove pessoas na escola em que estudava, e em suas cartas a Frank, Eva tenta entender as razões (embora, francamente, ela já saiba desde a primeira linha da primeira carta).
Impressionantemente inteligente, Kevin é um enigma que fascina sua mãe e seus leitores, enquanto o pai o vê apenas por entre as nuvens cor-de-rosa do seu sonho americano do filho perfeito e saudável, jamais chegando a interessar-se por saber quem, realmente, pôs no mundo -- tarefa a que Eva se dedica incessantamente, desde a primeira rejeição do filho recém-nascido ao seu leite, no primeiro minuto do nascimento.
O livro tem surpresas que não pretendo estragar, e recomendo que todos os que pretendam ler o livro não leiam muitas resenhas sobre ele. O bom mesmo é ser pego de surpresa, como eu fui, sem expectativas, sem saber o que virá a seguir.
Confesso, porém, que a partir das primeiras páginas eu fui chegando a certas suposições (não é à toa que há 21 anos eu traduzo psicologia) e todas elas revelaram-se verdadeiras,no fim do livro. O que não tirou seu mérito e, ao contrário, fez brotar um choro do fundo da alma, nas últimas páginas.
"Precisamos Falar sobre o Kevin" não parece ficção, muito menos algo escrito por alguém tão jovem quanto Lionel (que é mulher, apesar do nome), que sequer tem filhos.
O original foi recusado por 30 editoras, antes de ser aceito para publicação -- e ganhou prêmio de livro do ano, na Grã-Bretanha.
5.6.08
Meu novo blog
É um local onde exponho capas dos livros que já traduzi, falo um pouquinho de cada um e sobre outras coisas ligadas à minha vida como tradutora.
Em caso de dúvida, o link é http://www.almadasletras.blogspot.com
30.5.08
12.5.08
Diário de Uma Mulher Comum XV
22.4.08
Diário de uma Mulher Comum XIV
Não para quem fica. Não para os parentes enlutados. Não para os amigos que sentem a dor brutal da perda. Não para os clientes, os credores, os amores.
Todos os dias o mundo acaba.
Para quem morre, o mundo acaba-se.
De repente, não mais os amores, não mais as canções, não mais os clientes, não mais os risos, nem preocupações, emoções, esperanças, planos, problemas.
Com um grau maior ou menor de sofrimento, o mundo acaba para quem fecha os olhos pela última vez.
Talvez haja outro mundo -- não sei.
Sei que existem coisas que não se pode explicar.
O mundo acabou-se para o Paulo, tradutor gaúcho e colega, ante-ontem no fim da manhã.
Antes de ante-ontem, eu o vi quando o mundo quase terminava para ele e, desde então, o mundo para mim ficou meio trêmulo, meio oscilante, meio incerto e desconcertante. Choque. Emoção. Tristeza.
Embora o nosso mundo tenha se apagado para ele quando fechou os olhos para sempre, eu quero pensar em algo que lhe deu alegria e que talvez sirva para dar alegria a mim também, embora não possa compreender direito como funciona um outro mundo que às vezes se mostra nesse estado brumoso entre o sono e a vigília.
Alguns anos atrás -- não sei se três, quatro ou cinco --, liguei para o Paulo em uma certa manhã. Não sabia se deveria. Não queria que me considerasse uma delirante-louca-desequlibrada-ridícula. Mas liguei, porque o sonho que eu havia tido não pertencia a mim, mas sim a ele.
Perguntei-lhe, brevemente, se a sua mãe era viva. Ele respondeu que sim, muito surpreso. Eu ri, e lhe disse, então, que apenas lhe contaria meu sonho, mas que ficava aliviada ao saber que sua mãe estava viva e bem.
No sonho, a mãe do Paulo havia morrido, mas me pedia para dizer-lhe que estava bem, e que ele não devia preocupar-se com nada. Que ela não sofria e que, ao contrário, estava tranqüila e que ele precisava saber disso.
Alguns dias (não recordo quanto tempo) depois, o Paulo ligou-me, e eu já nem lembrava mais dos detalhes que lhe contara daquele sonho, mas ele recordava cada palavra. Ligava-me para me dizer que sua mãe havia falecido, mas que ao pensar naquele sonho que eu lhe havia transmitido, sentia-se muito melhor.
Sempre tive esses sonhos estranhos que não me pertencem. Somente duas vezes transmiti aos outros, porque achei que era meu dever (em geral ficam na família, e na maior parte das vezes, são certeiros e nunca bons). Na segunda vez que sonhei e achei que deveria transmitir à pessoa, felizmente o sonho era um absurdo bobo, que não tinha nada a ver com a sua realidade, e já não recordo o sonho direito. Com a mãe do Paulo, também pode ter sido uma coincidência incrível, sonhar com uma mensagem positiva de sua mãe falecida antes, para que, quando ela fosse embora, ele tivesse algum consolo.
Agora, não sonhei nada com o Paulo, não daria uma de profeta forçadamente, não diria que "já sabia".
Não sabia, não, e quando eu soube da sua doença, apenas 10 dias atrás, senti o mesmo choque que todos sentiram. Que só aumentou ao vê-lo no hospital, no sábado. E que se transformou em tristeza dolorida no domingo, em seu sepultamento (na mesma capela do mesmo cemitério onde meu pai foi velado e enterrado).
Queria ter a certeza que o mundo do Paulo não terminou. Não tenho -- logo eu, tão "espiritualizada", tão "isso", tão "aquilo", tão agarrada a qualquer chance de acreditar em algo.
O nosso continua, com a lembrança dele -- que teve o "azar" de falecer em um feriadão. Sei que no futuro isso não importará nada, mas teria sido reconfortante para a família se um grupo maior de nós, tradutores, estivéssemos lá para apoiar, demonstrar nosso carinho, levar flores, essas coisas. Mas o Paulo deu azar. Faleceu num feriadão.
Assim como outra pessoa de quem eu gostava e que faleceu no mesmo dia que o Paulo, mas à noite, de ataque cardíaco, dentro da casa onde eu morei por 6 anos e que era vizinha da minha mãe. Ô, mundo.
Paulo fechou os olhos -- mas de um modo muito peculiar, me deu umas duas ou três lições de humildade muito pessoais, além de bons bate-papos ao longo de uns sete anos. Poucos papos. Poucos encontros frente a frente. Mas vários momentos de gratidão, de gentileza, de risadas e de sensatez.
O fim do mundo chega para todos -- eu só espero que alguém diga, de nós, o que ouvi dos familiares dele. Que era um pai para todos. Que era um ser humano generosíssimo. Que pensava sempre primeiro nos outros.
Difícil esquecer alguém assim.
Sei que a morte não pode ser entendida além do fim físico. Eu, que já a vi tantas vezes, em encontros tão significativos, acho que ela serve apenas para ensinar os vivos a viverem melhor. E o Paulo me deixou uma ou duas lições sobre isso.
Dayse -- após um fim-de-semana "inesquecível" e ainda meio perdida nas reverberações emocionais.
2.4.08
Meu espanto não é novo, e meus berros são eternos (não de agora, não dessa vida, tenho certeza).
Pensando em
Mariana Almeida Andrade,
Isabella Nardoni
e tantas outras meninas, cujas mães perguntam-se, desesperadas, onde estão suas filhas e seus braços abraçam agora o vazio, peço que minhas amigas perguntem-se, sempre (como eu me pergunto, sempre que minha Letícia não está ao meu lado):
ONDE ESTÃO MEUS FILHOS?
COM QUEM ESTÃO MEUS FILHOS?
... Que minhas amigas e todas as mulheres e homens do mundo que amam seus filhos possam sempre responder a essa pergunta com tranqüilidade.
31.3.08
Adriano e a Parede
29.3.08
23.3.08
8.3.08
11.2.08
Diário de Uma Mulher Comum
Na bula não diz que o remédio dá depressão. Diz que pode causar alucinações e paranóia. Mas não fala em depressão.
Coincidência ou não, desde que comecei a tomá-lo, 4 dias atrás, o mundo me parece cinzento. Mas também o dia está cinza, chove há 4 dias, os moços que pareciam gostar de mim não têm se pronunciado, está friozinho (20 graus no verão), o que me faria muito feliz se eu não estivesse deprimida, a grana é curtíssima (e pensar que tenho muito dinheiro a receber, mas ainda não chegou), é véspera de minha filha passar uma semana com seu pai novamente, nesse fim de férias...
Motivos para não dar pulos de alegria eu tenho. Mas não tenho razão para querer fechar os olhos e acordar daqui a um mês.
Não sei se o remédio dá depressão, mas me sinto como se. Tenho olheiras profundas, lábios de mau-humor, olhar sem brilho.
Meu amigo Steven me manda um email falando de Valentines Day, e lhe respondo que morro de inveja de uma amiga que está sofrendo de amor. E o que eu não lhe disse é que estou pensando em assassinar este blog.
Digo ao Steven que, pelo menos aqui no Brazil, muita gente faria qualquer coisa por um emprego melhor, por moradia decente, por um simples prato de comida. Eu faria quase qualquer coisa para sentir paixão real. Minha amiga sofre, e eu invejo suas mãos trêmulas e seus olhos vermelhos. Ela anda produtiva, em seu sofrimento, escrevendo melhor que nunca. E eu sofro porque todas as minhas tentativas de me apaixonar passam, como se eu acendesse um fósforo e ele em seguida se apagasse, sob um vento forte. Minhas tentativas de paixão são somente isso: tentativas.
Não conheço maior esterilidade do que a de um coração incapaz de se entregar.
Há pessoas que desejariam ser objeto da paixão de alguém. Eu não, apesar de saber que há quem goste de mim. Eu não faço questão de ser amada e saber que sou não me engrandece nem me envaidece. Ser objeto de paixão de alguém já me é indiferente. Eu não preciso ser correspondida. Não mesmo. O que me dá verdadeira angústia e desespero é a imunidade a esse sentimento. No momento em que me vejo apaixonada... já passou.
E por me ver sedenta no deserto, como em algum post do início desse blog em que eu falava exatamente sobre esse mesmo assunto, percebo que me tornei repetitiva, berrando (lamentando, gemendo, cantarolando, sussurrando) o tempo todo que quero, desejo, preciso me apaixonar.
Sendo assim, por falta absoluta de assunto (e excesso de traduções a fazer, bata na madeira), deixo em suspenso esse blog-nada, esse blog que não disse ao que veio, ou que já disse tudo o que precisava ser dito... Whatever.
Em março começo a freqüentar academia. Em março começa o estresse de cuidar das lições da filha e tudo o mais que acontece durante o ano letivo. Em março jurei que vou batalhar e mandar meu livro para as editoras (promessa que faço a mim mesma há 3 anos e não me animo). Em março eu me vejo louca com mais traduções do que consigo produzir (e disso não me queixo). Em março... ou em abril... em maio ou junho. Sei lá quando, mas algo terá de acontecer. Aí eu volto. Ou excepcionalmente antes disso, mas só se alguma mágica acontecer ou um mágico aparecer no meu coração.
Beijos a todos.
9.2.08

25.1.08
Breve Investida do Destino no Meu Dia (comentário para a Dekka)
Vou ao balcão procurar um cabo de TV para trocar aqui no meu aparelho do quarto e, remexendo, encontro o tal cabo -- dois deles, até, e a minha velha secretária eletrônica. Está ali, e não lembro por que não a joguei fora. Exceto pelo adaptador, eu acreditava que não serviria para nada.
Por via das dúvidas, ligo na tomada e tudo acende. Inclusive o mostrador de mensagens gravadas que eu quis guardar um dia. Quatorze delas, supostamente importantes.
Vou voltando, da décima quarta até a mais antiga (todas de 2004). O primeiro contato da minha editora preferida que chegou até meu nome não lembro como; a voz da minha mãe dizendo "Hora de acordar!", meu anjo de Los Angeles ligando três vezes e reclamando, com sua voz grave, que primeiro só dá ocupado e quando finalmente acha que vai falar comigo, cai na secretária (tempos de conexão discada com a internet, baby); a voz da minha Letícia, então com 9 anos, me ligando da casa do seu pai para dizer "Mãe, só vou voltar depois do almoço, tá?" e então...
Aquela ligação sempre havia sido um mistério para mim.
Era um sussurro, apenas. Eu sabia quem era. Mas não entendia o que ele dizia, após o "Dayse, me liga." Era mais que sussurrado, o que ele subitamente suspirava no telefone, como se contasse um segredo medonho. Era dito de um modo que só poderia ser interpretado como "Tchau".
E hoje, ouvindo meia dúzia de vezes, em volume alto, subitamente entendi.
"Dayse, me liga.................. eu te amo".
Dekka, está aí o teu "E se". E se, em 2004, eu não tivesse bloqueado a minha mente e tivesse escutado o que H. realmente havia dito? E se, furiosa com ele, como sempre, eu não tivesse resolvido acreditar que era um "tchau" entrecortado, quase inaudível, como uma voz de espírito naquelas fitas horrorosas que circulam na Internet (transcomunicação, eles chamam)? Devo ter ouvido duas vezes apenas aquela mensagem, na época, e deixado para lá. Por que perderia meu tempo com aquele materialista que só pensava em comprar coisas e preferia mostrar objetos a mostrar seu interior? Devia ser um "tcha-au", a voz quase inexistente na gravação.
Não era. Era um "eu te amo", dito rapidamente, com medo até de pronunciar as palavras.
Que diferença faz isso agora?
Acho que nenhuma, como já te disse, Dekka. Porque se preferi não escutar a declaração na época, foi por não acreditar nela. E se é repetida agora por escrito, quase quatro anos depois, apesar de talvez ter sido real na época e ainda ser, agora.. os motivos para "não escutar" talvez sejam os mesmos.
Depois de manter minha boca aberta por uns 15 segundos, espantada, calei o fantasma do murmúrio eletrônico e joguei o aparelho de telefone fora, porque não carregou a bateria e, quando o abri, estava tudo enferrujado. Mas mantive a base com as mensagens "inesquecíveis". Talvez um dia eu esqueça por que pareciam inesquecíveis. Talvez um dia eu entenda por que dou tão pouca importância a esse fantasma de corpo bom, mas mente tortuosa, que me assombrou um dia e retorna sempre -- por músicas que escuto, por pequenas dores lembradas e por assaltos súbitos de desejo inoportuno.
A alma, meu demônio. A alma. Quando a entregares, talvez...
19.1.08
A alma, my demon, a alma...
Ele me deixa um recado bitter-sweet. Sempre sweet, mas bitter porque deixamos de viver algo e nunca saberei como teria sido. Eu presumia que sua alma encontrava-se com a minha quando nossos corpos estavam separados, porque quando os corpos encontravam-se, não sobrava espaço entre nós para outra coisa. E eu sentia, literalmente, que meu espírito se afastava de mim, perto dele. Sentia sono, sentia frio, sentia uma solidão que não sabia explicar, perto dele. E na distância, o sentia tão próximo...
É certo que noite e dia eu respiro música (além das letras das traduções), e cada pequenina coisa que me ocorre me traz as palavras de uma canção, como se eu, desregulada e esquizo, ouvisse vozes. Sempre.
Mas a voz dele me chega em palavras escritas.
eu te amo
(...)
eu sempre vou te amar
viva a dayse
E então a voz dele some e meu cérebro lhe responde imediatamente. Em uma fração de segundos, me vêm as palavras de outros para dizer-lhe o que sinto.
É triste que teu olhar doce tenha me fugido. É triste amar alma, e apenas isso. É triste e doce, a certeza de amar assim, descarnados nós, amar espiritualmente, e ainda com saudade da carne. Mas se carne nos bastasse, seríamos bem felizes. O que faz falta é a alma, meu querido H. E isso temos, mas não nos bastou.
The Lettermen
Love me like a stranger
Where is all the fire,
all the wild desire,
that we felt before?
The hunger in your touch,
that made you give so much,
and want me more and more.
When it all began,
the woman and the man,
were wilder than the sea
brighter than the sun,
but look what time has done,
today to you and me.
Can't we try pretending,
that we met today,
letting our emotions
carry us away.
Tasting for the first time,
lips we've never kissed.
Recapturing the feeling
that we both have missed.
(Chorus:)Love me like a stranger
who walked into my life.
Love me like this feeling
will only stay the night.
Hold me till I beg you
not to say good-bye,
I want to meet the stranger
hiding in your eyes.
15.1.08
Sinceramente (Cachorro Grande)
Ok, a musiquinha é de adolescente, a letrinha é simples, a melodia é grudenta, mas eu também tenho meus momentos "sem-noção" de romantismo doce. E esses momentos andam durando, desde que ouvi o Cachorro Grande cantando isso, faz tempo. Coincidiu com o momento em que comecei a pensar em uma pessoa especial, e a letra da música diz tudo. Gosto de seu charme, do seu groove e de como rola com esse homem distante. E muito. Tanto que só agora, meses depois de ouvir a música pensando nele, eu a ponho aqui, esperando que ele capte a mensagem sem que eu precise citar seu nome, sobrenome, etc. Por gostar tanto dele, acho que "Some things are better left unsaid", como já disse a Annie Lennox em "Why". But I say it anyway.
19.12.07
18.12.07
16.12.07
Shy
Fifteen minutes with you, I wouldn't say no
(or would I?)
Tenho de aprender a deixar de ser burocrática no amor.
Costumo dizer que não tenho medo de nada na vida.
EXCETO...
... o medo de perder pessoas.
Tenho de deixar de ser medrosa
(por outro lado, para que arriscar-me a perder?)
Se há algo que me tira a razão, é a paixão.
Não é justo que alguém com tanta capacidade de ver a realidade, como eu, tenha exatamente o defeito que a torna estúpida, o defeito da covardia, a burrice de não entender sinais.
Preciso deixar de ser burocrática no amor. Pouco falta para exigir protocolo assinado, carimbado, com declaração reconhecida em cartório de que fui entendida e, mais importante, que caso não seja nada disso, fica tudo como antes, como se nada jamais tivesse havido do que, de fato, nem houve.
(suspiro)
Alguém aí tem um sonrisal para azia cerebral?
8.12.07
O Exercício de Se Superar

4.12.07
Para C., que entenderá
This Is Love Lyrics
» George Harrison
Precious words drift away from their meaning
And the sun melts the chill from our lives
Helping us all to remember what we came here for
This is love, this is la la la-la love
This is love, this is la la la-la love
Little things that will change you forever
May appear from way out of the blue
Making fools of ev'rybody who don't understand
This is love, this is la la la-la love
This is love, this is la la la-la love
This is love, this is love
This is love, this is la la la-la love
Since our problems have been our own creation
They also can be overcome
When we use the power provided free to everyone
This is love, this is la la la-la love
This is love, this is la la la-la love
This is love, this is la la la-la love
This is love, this is la la la-la love
Oh, this is love, this is la la la-la love
This is love, this is la la la-la love (repeat and fade)
2.12.07
30.11.07
So True...
(Gilson e Joram)
Eu tenho andado tão sozinho ultimamente
28.11.07
Conhecendo apenas nome e sobrenome, podemos visualizar passado e presente (e, a partir daí, algo do futuro) de qualquer um que tenha "pisado" nesse planeta virtual...
Conhecendo apelido, chocamo-nos ao digitá-lo e ao descobrir, no presente, traições, grandes e pequenas, escritas com todas as letras no passado por alguém que, se não era digno de estátua em homenagem ao "Homem Sério", também não nos parecia a pessoa mais mesquinha que já tivemos em nossas vidas. Espantamo-nos ao ver, quatro anos depois, preto no branco, confissões sobre aquilo que percebíamos como casualidade e se revela pura má intenção, maldade proposital. E, boquiabertos, ainda duvidamos dos nossos olhos quando vemos com toda a clareza as mentiras e distorções de fatos íntimos colocados em público, por quem pouco antes nos disse que havia mudado, que podíamos ter confiança em sua melhor intenção de ser parceiro, de ser amigo, de ser companheiro, de ser, em resumo, homem.
Engraçado como, com a Internet, os mais burros acabam revelando-se apenas isso: burros -- criminosos espalhando pistas de seus crimes por todos os lados, desde a presença em sites pedófilos, passando por "filmes" desmeritórios, festinhas onde o cigarro e o álcool estão em todas as fotos, depoimentos que alardeiam seu prazer por ser escroto e terminando em mentiras deslavadas, sobre si mesmo e sobre outros.
Não é interessante como certas pessoas pensam que as palavras escritas no espaço virtual um dia se perderão, ou que podem mantê-las secretas, quando estão lá, para toda a eternidade, expostas em cache, atualizadas em feeds, passíveis de busca por mil expressões que as revelarão?
E depois disso tudo, quando me perguntam se não farei nada com as palavras criminosas que descobri, só tenho a dizer uma frase:
"Eu não chuto cachorro morto."
A principal lição de meu trabalho de detetive eu já aprendi. Nunca confie, para o resto dos teus dias, em quem já te enganou uma vez. Nem perdoe. Nem esqueça.
A porta fechou-se para sempre.
23.11.07

Tu, mestre da auto-sabotagem, não tens do que
reclamar:
teus planos saíram à perfeição.
Respiras delírios, comes ilusões, dormes com
enganos. Culpas a vida, o mundo, os outros,
sempre os outros.
E recebes o troco, a bofetada,
que tu mesmo dás na tua face
quando ousas desnudá-la das máscaras.
... À noite todos os seres obrigam-se
a dormir em sua própria (e indesejada) companhia.
Sem disfarces.
E isso é o que dói.
18.11.07
Por quanto tempo permitirás que a mentira vença?
Por quanto tempo ficarás em dúvida, pesando detalhes, em tua tendência ingênua de achar que outras pessoas são boas, quando te mostram o contrário?
Como podes ser tão mole e achar que a não-ação resolverá algo?
Como podes deixar que mintam sobre ti e te transformem aos olhos de outros em tudo aquilo que mais abominas no mundo?
Como permites, com tantas indicações, que a mentira, o logro e o trauma se perpetuem, por conta da tua tendência de acreditar nos outros?
Anotação para mim mesma: por que insistes em ser boa, quando está claro que estão sendo cruéis contigo?
(tudo tem conseqüências. o medo de agir, também)
16.11.07
Agora me diz:Por que é que acho tanta graça, dou risada mesmo, quando alguém se apaixona por mim (ou demonstra a intenção de), mas quando sou eu quem se apaixona tudo parece tão sério, uma questão de vida ou morte?
Ah, se eu conseguisse achar graça em minha paixão para poder declará-la e rir com ele, quando risse de mim...





